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O Flamengo lidera, mas o problema do Brasileirão é outro

Vitória maiúscula no Maracanã, sim. Mas há uma fratura no campeonato que nenhuma vitória de clássico esconde — e ela tem nome e cifrão.

Por Marcos Bittencourt, Inteirado - Belo Horizonte

Em 15/05/2026 às 08h01 · Atualizado há 9h

Estádio de futebol lotado à noite

Quando o Brasileirão termina em maio com 9 clubes brigando pelo título, é torneio. Quando termina em novembro com 3 brigando, é evidência de que algo estruturalmente quebrou.

O 3 a 1 do Flamengo sobre o Palmeiras foi um espetáculo. Como ex-jogador, fico feliz que partidas assim ainda aconteçam. Como observador do esporte, sei que essa não é a regra — é a exceção que sustenta a ilusão.

A diferença de orçamento entre o top 4 e o resto do campeonato passou de R$ 600 milhões nesta temporada. Em qualquer outro país, essa conta produz liga fechada. No Brasil, ainda fingimos que produz competição.

Não é culpa do Flamengo. Não é culpa do Palmeiras. É culpa de quem dirige a CBF e os clubes médios, que aceitaram, por inércia, um modelo que vai sufocar metade do calendário esportivo em cinco anos. A pergunta para os dirigentes é simples: vão reagir antes ou depois de o problema virar irreversível?

Marcos Bittencourt
Marcos Bittencourt

Ex-jogador de futebol e comentarista esportivo com passagem por TV aberta e plataformas digitais. Escreve sobre o que acontece fora das quatro linhas e dentro dos vestiários.

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